Por Kléber Cavalcante
Graduado em Física
Equipe Brasil Escola

"Minha responsabilidade na questão da bomba atômica se limita a uma única intervenção: escrevi uma carta ao Presidente Roosevelt. Eu sabia ser necessária e urgente a organização de experiências de grande envergadura para o estudo e a realização da bomba atômica. E o disse. Conhecia também o risco universal causado pela descoberta da bomba. Mas os sábios alemães se encarniçavam sobre o mesmo problema e tinham todas as chances de resolvê-lo.Assumi portanto minhas responsabilidades. E no entanto sou apaixonadamente um pacifista e minha maneira de ver não é diferente diante da mortandade em tempo de paz. Já que as nações não se resolvem a suprimir a guerra por uma ação conjunta, já que não superam os conflitos por uma arbitragem pacífica e não baseiam seu direito sobre a lei, elas se vêem inexoravelmente obrigadas a preparar a guerra. Participando da corrida geral dos armamentos e não querendo perder, concebem e executam os planos mais detestáveis. Precipitam-se para a guerra. Mas hoje, a guerra se chama o aniquilamento da humanidade. Protestar hoje contra os armamentos não quer dizer nada e não muda nada. Só a supressão definitiva do risco universal da guerra dá sentido e oportunidade à sobrevivência do mundo. Daqui em diante, eis nosso labor cotidiano e nossa inabalável decisão: lutar contra a raiz do mal e não contra os efeitos. O homem aceita lucidamente esta exigência. Que importa que seja acusado de anti-social ou de utópico? Gandhi encarna o maior gênio político de nossa civilização. Definiu o sentido concreto de uma política e soube encontrar em cada homem um inesgotável heroísmo quando descobre um objetivo e um valor para sua ação. A Índia, hoje livre, prova a justeza de seu testemunho. Ora, o poder material, em aparência invencível, do Império Britânico foi submergido por uma vontade inspirada por idéias simples e claras."
Veja este video
https://www.youtube.com/watch?v=HTkk9eOHCYg&noredirect=1
Bomba Atômica lançada sobre a cidade de Hiroshima em 06/08/1945
No ano
de 1939, mais precisamente em dois de agosto, Albert Einstein escreveu uma
carta ao então presidente dos Estados Unidos, Frankin Delano Roosevelt, acerca
da possibilidade da criação de uma bomba configurada a partir de uma cadeia de
reações em uma grande massa de urânio (bomba atômica).
Dizia Einstein em
sua carta que “nos últimos quatro meses tornou-se provável – através do
trabalho de Joliot, na França, bem como de Fermi e Szilard, nos EUA – que seja
possível desencadear, numa grande massa de urânio, uma reação nuclear em
cadeia, que geraria vastas quantidades de energia e grandes porções de novos
elementos com propriedades semelhantes às do elemento rádio”. Dizia ainda que
essa reação permitiria a construção de bombas ao passo que “um único exemplar
desse tipo, levada por um navio ou detonada em um porto, poderia muito bem
destruir todo porto junto com uma grande área ao seu redor”.
Einstein pedira a
Roosevelt que o programa nuclear se iniciasse o mais rápido possível. O
presidente, por sua vez, reuniu cientistas, engenheiros, militares e
funcionários do governo para juntos criarem o Projeto Manhattan, cujo objetivo
final era produzir a bomba atômica.
Esse projeto custou
aos cofres públicos mais de 2 bilhões de dólares, para a construção de 37
laboratórios especiais para pesquisas em 19 estados, bem como no Canadá. É
curioso ressaltar que, apesar do montante de recursos e da quantidade de
pessoas envolvidas no projeto, o segredo foi tão bem mantido que praticamente
ninguém fora de um pequeno círculo seleto sabia o que se passava.
Anos mais tarde,
Einstein lamentou o papel que teve no desenvolvimento dessa arma destrutiva:
“Eu cometi o maior erro da minha vida, quando assinei a carta ao Presidente
Roosevelt recomendando que fossem construídas bombas atômicas”.
No dia 6 de agosto
de 1945, o avião norte-americano Enola Gay lançou a primeira bomba atômica já
usada em uma guerra sobre a cidade de Hiroshima, no Japão, matando cerca de 140
mil pessoas. Três dias depois foi a vez Nagasaki ser atingida por outra bomba.
Este último artefato foi lançado cerca 1,5 km longe do alvo, que era o centro
da cidade e, mesmo assim, matou 75 mil pessoas.
Hoje, apesar da
existência do Tratado de Não proliferação Nuclear, assinado em 1961, vários
países ainda têm interesse na construção de armas nucleares para se
fortalecerem política e militarmente.
Após a construção
da bomba atômica, surgiu a bomba H (hidrogênio), com poder de destruição dez
vezes maior que a primeira bomba atômica, e hoje, pelo menos na ficção, estão
tentando criar a bomba de antimatéria, infinitamente mais destrutiva do que a
bomba de Hidrogênio.
Em 2009, a bomba
atômica voltou a ser notícia no mundo inteiro, após o Presidente do Irã,
Mahmoud Ahmadinejad, anunciar, no dia 23 de junho, novos testes com mísseis
capazes de atingir Israel e as bases americanas no Golfo Pérsico. Recentemente,
o presidente iraniano declarou ao mundo que retomará as pesquisas nucleares no
país.

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